Câmara votará na próxima semana para forçar a divulgação dos arquivos de Epstein após petição de descarga atingir 218
Com uma única nova assinatura em 12 de novembro, uma petição de descarga bipartidária alcançou o limite de 218 membros para obrigar uma votação na Câmara sobre a "Epstein Files Transparency Act." O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que levará a medida ao plenário na próxima semana, preparando uma rara manobra procedimental em torno da liderança e uma disputa consequente por transparência com a Casa Branca. [1]
O desenvolvimento ocorreu momentos depois que a deputada Adelita Grijalva (D‑Ariz.) foi empossada e assinou imediatamente a petição, fornecendo o voto decisivo para forçar a ação sobre o H.R. 4405, que exigiria que o Departamento de Justiça publicasse todos os registros não classificados relacionados a Jeffrey Epstein—com redações para proteger as vítimas. [2]O que aconteceu — e por que isso importa
- Gatilho acionado: A petição de descarga liderada pelos deputados Ro Khanna (D‑Calif.) e Thomas Massie (R‑Ky.) atingiu 218 assinaturas em 12 de nov., possibilitando uma votação no plenário apesar das objeções da liderança. [3]
- Data da votação no plenário: O presidente da Câmara Mike Johnson disse que a Câmara realizará a votação “na próxima semana,” acelerando além do habitual período de espera de sete dias legislativos associado às petições de descarga. [4]
- Postura da Casa Branca: A administração classificou os e‑mails recém‑surgidos relacionados a Epstein como um “hoax fabricado” ou uma “narrativa falsa,” argumentando que eles não mostram irregularidade por parte do Presidente. [5]
O projeto no centro: H.R. 4405, “Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”
O H.R. 4405 direcionaria o Departamento de Justiça a publicar, em formato pesquisável e para download, todos os materiais não classificados relacionados à investigação e acusação de Jeffrey Epstein, incluindo documentos que fazem referência a Ghislaine Maxwell, registros de voos e registros nomeando indivíduos conectados às investigações. Ele permite explicitamente redações para proteger as vítimas e evitar comprometer investigações ativas, e exige um relatório pós‑divulgação ao Congresso sobre o que foi liberado e retido. [6]
Como a petição superou a liderança — e o que vem a seguir
As petições de descarga são um mecanismo pouco usado na Câmara que permite a maioria dos membros forçar uma votação quando a liderança trava um projeto. Após a assinatura de Grijalva, Johnson anunciou que colocaria a medida no plenário na próxima semana em vez de esperar que a petição "amadurecesse." Ainda assim, antes da votação final, membros que assinaram ainda poderiam retirar seu apoio, uma vulnerabilidade que já apareceu em Congressos anteriores. [7]
Principais pontos processuais 🗳️
- Limiar atingido: 218 assinaturas asseguradas em 12 de nov. (todos os democratas mais quatro republicanos). [8]
- Resposta da liderança: Johnson agendou uma votação “na próxima semana,” contornando o período de espera habitual. [9]
- Senado/Casa Branca: A aprovação ainda exigiria o aval do Senado e a assinatura do Presidente em meio ao ceticismo da administração. [10]
A política: um esforço bipartidário, um pano de fundo partidário
A petição é liderada por Khanna e Massie e—crucialmente—conta com o apoio de quatro republicanos que romperam com a liderança: Massie, Lauren Boebert (R‑Colo.), Nancy Mace (R‑S.C.) e Marjorie Taylor Greene (R‑Ga.). As assinaturas deles, combinadas com todos os democratas da Câmara, desbloquearam a votação no plenário e intensificaram as tensões intra‑GOP sobre até onde ir na divulgação. [11]
“Vamos levar isso ao plenário para uma votação completa na próxima semana,” disse o presidente da Câmara Mike Johnson a repórteres em 12 de nov. [12]
Por que isso está acontecendo agora
O ímpeto vem sendo acumulado por meses. Em setembro, o Comitê de Supervisão da Câmara divulgou mais de 33.000 páginas de registros relacionados a Epstein obtidos do DOJ—documentos que os democratas disseram ser em grande parte já públicos e que pouco fizeram para satisfazer pedidos por uma divulgação abrangente e pesquisável. O projeto de Khanna–Massie busca obrigar uma liberação mais ampla e padronizada. [13]
O que o DOJ divulgou até agora 📄
O Comitê de Supervisão publicou 33.295 páginas, incluindo petições judiciais, registros de voos e vídeos. Os democratas disseram que aproximadamente 97% não era novidade. [14]
As salvaguardas do projeto ⚖️
Exige redações para identidades de vítimas e permite retenção para proteger investigações ativas. [15]
Vozes das vítimas
Sobreviventes instaram o Congresso a forçar uma divulgação mais ampla; Khanna e Massie apareceram com sobreviventes para defender a causa. [16]
Próximos passos
Votação na Câmara na próxima semana; o futuro depende da ação do Senado e da assinatura do Presidente. [17]
Narrativas concorrentes
| Apoiadores do H.R. 4405 | Liderança do GOP na Câmara / Casa Branca | Contexto do processo e dos registros |
|---|---|---|
| - Dizem que somente um mandato estatutário garantirá uma divulgação completa e pesquisável além de despejos fragmentados de documentos. - Alegam que o projeto possui fortes redações de proteção às vítimas. [18] | - Johnson havia sinalizado anteriormente ceticismo e apoiava uma divulgação liderada por comitês; agora promete uma votação na próxima semana. - A Casa Branca chama as divulgações recentes de e‑mail de um “hoax fabricado”/“narrativa falsa,” insistindo que não mostram irregularidade por parte do Presidente. [19] | - A divulgação de 2 de setembro do Comitê de Supervisão cobriu mais de 33 mil páginas, grande parte já pública, alimentando demandas por uma publicação abrangente e pesquisável. [20] |
O que observar na Câmara e além
- Resistência dos signatários: Assinaturas de petição de descarga podem ser retiradas antes da ação final—fique atento à pressão sobre os quatro signatários republicanos. [21]
- Cálculo do Senado: Mesmo se o projeto for aprovado na Câmara, ele enfrenta um caminho incerto no Senado e ainda exigiria a assinatura do Presidente. [22]
- Escopo da divulgação: Se promulgado, o DOJ teria que publicar todos os materiais não classificados em formato pesquisável e depois relatar ao Congresso sobre as redações e categorias—testes-chave para execução e transparência. [23]
Principais citações e documentos
- Texto do projeto e resumo CRS: H.R. 4405, Epstein Files Transparency Act. [24]
- O presidente Johnson sobre o cronograma: “Vamos levar isso ao plenário para uma votação completa na próxima semana.” [25]
- Visão da Casa Branca: A secretária de imprensa Karoline Leavitt rotulou a enxurrada de matérias sobre e‑mails de Epstein como um “hoax fabricado”/“narrativa falsa,” dizendo que os documentos “não provam absolutamente nada” contra o Presidente. [26]
- Reuters sobre a petição chegando a 218 após a posse de Grijalva. [27]
Quem cruzou a linha partidária?
Thomas Massie (R‑Ky.)
Coautor e rosto público da iniciativa. [28]
Lauren Boebert (R‑Colo.)
Assinou cedo e se reuniu com funcionários da Casa Branca enquanto pressionava por “transparência.” [29]
Nancy Mace (R‑S.C.)
Enquadrou seu apoio como algo pessoal e voltado para sobreviventes. [30]
Marjorie Taylor Greene (R‑Ga.)
Apoiou a petição apesar da pressão do partido; pede divulgação completa. [31]
Análise: implicações para transparência, política partidária e 2026
Governança e transparência
Se promulgado, o H.R. 4405 moveria a divulgação de uma curadoria de comitê para um mandato estatutário com publicação padronizada e pesquisável—uma mudança institucional que poderia virar modelo para casos de alto perfil em que a confiança pública está abalada. [32]
Dinâmica intra‑partidária
Os quatro signatários republicanos desafiaram a liderança e a narrativa da Casa Branca. Se eles mantiverem o apoio até a votação final, isso sinalizará quanto espaço resta no GOP para demandas de transparência que arriscam constrangimento político para as elites em ambos os partidos. [33]
Riscos eleitorais
Uma votação na Câmara forçará os membros a se posicionarem antes das eleições de meio de mandato de 2026 em uma questão com intensidade bipartidária nas bases. O tratamento no Senado—e quaisquer ameaças de veto da Casa Branca—poderiam afiar os contrastes de campanha sobre responsabilização. [34]
Referências
- Reuters: “US House push to force Epstein files vote secures 218th signature.” Publicado em 12 de nov. de 2025. [35]
- CBS News: “Epstein discharge petition secures final signature; Johnson promises vote next week.” 12 de nov. de 2025. [36]
- Congress.gov: H.R. 4405, Epstein Files Transparency Act (resumo e texto do projeto). [37]
- TIME: “The 4 Republicans Who Joined Democrats to Force a House Vote on Releasing Epstein Files.” 13 de nov. de 2025. [38]
- PBS NewsHour/AP vídeo: A Casa Branca chama as divulgações de e‑mails de um “hoax fabricado”; a secretária de imprensa Leavitt diz que os documentos “não provam absolutamente nada” contra o Presidente. 12 de nov. de 2025. [39]
- Euronews: A Casa Branca chama as divulgações de uma “narrativa falsa.” 12 de nov. de 2025. [40]
- Blog ao vivo da CBS News: Divulgação de 33.000 páginas pelo Comitê de Supervisão; a maior parte já pública. 2 de set. de 2025. [41]
- Reuters: Contexto sobre o impulso bipartidário e a divulgação do Comitê de Supervisão. 2 de set. de 2025. [42]
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